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Confira o resumo dos 10 projetos finalistas do PER 2019

O Programa
Empreendedor Rural (PER) é uma iniciativa do Sistema FAEP/SENAR-PR em parceria
com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a
Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná
(Fetaep) que tem como objetivo estimular o empreendedorismo rural em todo o
Estado, premiando os melhores projetos desenvolvidos para implementação de
melhorias nas propriedades rurais e gerenciamento de oportunidades de negócios.

Desde sua
primeira edição, em 2003, o PER proporciona aos produtores paranaenses uma
imersão no universo do empreendedorismo. Por meio de um curso, os participantes
aprendem a colocar seu negócio – ou seu projeto de negócio – na ponta do lápis,
atentando para aspectos de mercado e gestão, para que a propriedade rural seja
encarada como uma empresa.

Desta forma,
identificam possíveis riscos, vislumbram oportunidades inexploradas e se
propõem a construir um retrato real das suas atividades. Essa vivência permite
uma nova visão do próprio negócio rural.

A cada ano,
uma banca avaliadora elege os 10 projetos finalistas. As três melhores
iniciativas são premiadas durante o Encontro Estadual de Empreendedores e
Líderes Rurais. Todos os anos, o evento reúne milhares de produtores e
representantes da agropecuária paranaense, para, além de conhecer os
vencedores, assistir a palestras e outras atrações artísticas e culturais.

Os autores
dos três melhores projetos recebem como prêmio uma viagem técnica
internacional, com objetivo de aprimorar a visão de mundo.

Neste ano, a
banca formada por uma equipe com vasta experiência na avaliação de projetos
analisou 53 trabalhos. Destes, 10 foram selecionados como finalistas. São
iniciativas que contemplam diversas áreas do agronegócio, provando que o Paraná
é um Estado plural e diversificado, que tem no campo o motor da sua economia, e
na sua gente empreendedora, o combustível para o futuro.

Confira o resumo dos 10 projetos finalistas

AUMENTO DA PRODUÇÃO DE LEITE
Cristiano Fankhauser
Francisco Beltrão

Dobrar a
produção de leite no sítio da família. Este é o objetivo do projeto, que
pretende também aumentar a qualidade de vida dos animais e das pessoas
envolvidas na produção. O sítio Frankhauser possui cerca de 90 hectares,
divididos entre lavouras e pastagens. A produção leiteira gira em torno de mil
litros diários e, para chegar aos 2 mil litros/dia, a estratégia é apostar em
novos equipamentos e outras melhorias. O projeto aponta para diminuição do uso
de mão de obra e aumento na produção diária, tudo com implemento de novas
tecnologias.

GALINHA FELIZ – SÍTIO DO CAJU
Arno Hoffmann e Valentina Hoffmann
Terra Roxa

Arno e
Valentina têm uma propriedade de 21 hectares, com mandioca, milho, maracujá,
cana-de-açúcar e produção de ovos. Com o projeto, a intenção é aprimorar o
conhecimento aplicado dentro da propriedade para aumentar a postura das
galinhas e a produção de carne de frango caipira. A principal estratégia é a
construção de um novo galinheiro. A estrutura planejada terá 1.012 metros
quadrados e deve adotar o sistema de piqueteamento. Assim, a expectativa é de
um crescimento de produção de 240 dúzias por mês para 450 dúzias a cada 30
dias.

IMPLANTAÇÃO COMPOST BARN – SÍTIO SEPULTURA
Alexsandro B. Rodrigues e Gilso Mis
Guarapuava

Com uma
propriedade rural de cerca de 20 hectares dedicada à produção de leite no
sistema convencional, a intenção da proposta é aumentar a receita com a
construção de um confinamento no sistema Compost Barn. A ideia é, em conjunto
com a nova estrutura, atuar em outras frentes. Entre elas, a recuperação de
pastagens, aumento das áreas para cultivo de milho, silagem e melhoramento da
qualidade do rebanho. A expectativa é dobrar a receita e aumentar a escala de
produção, aproveitando praticamente a mesma mão de obra que já atua na
propriedade.

IMPLANTAÇÃO DE UM CONFINAMENTO NA FAZENDA SÃO PEDRO
Laíz Mara Vassoler Coletta e Marcelo Coletta
Faxinal

Como descrevem
os autores do projeto, a Fazenda São Pedro é o passado, o presente e o futuro
da família. Desta forma, planejar o aumento da renda familiar é fundamental.
Nesse projeto, a família pretende investir na pecuária de corte, aproveitando
um cenário favorável, que inclui o horizonte em que o Paraná é considerado área
livre da febre aftosa sem vacinação. A diversificação e a otimização das
atividades, extraindo, assim, melhores resultados, estão no centro deste
projeto.

MIGRAÇÃO DA AVICULTURA PARA CONFINAMENTO DE OVINOS DE CORTE
Thais Fernanda Gavlak
Guarapuava

Entre as
diversas atividades praticadas nos 318 hectares da propriedade, em Fernandes
Pinheiro, está a avicultura. A intenção do projeto é fazer a migração da
produção de frangos para a criação de ovinos, usando a estrutura já existente
no local. A ideia é montar um confinamento nesse espaço com capacidade para
cerca de 2,5 mil cabeças. Aliado a isso, haverá rotação de culturas com milho e
azevém para servir de alimento aos animais. O projeto pretende viabilizar a
iniciativa para que Thais, prestes a se formar, possa empreender na propriedade
da família.

MULTIPLICAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE SEMENTES DE AVEIA PRETA
Paloma Detlinger
Guarapuava

O projeto
abrange duas propriedades, uma em Guarapuava, com um total de 34 hectares; e
outra em Pinhão, com 97 hectares. A ideia de investir na produção de aveia
surgiu da percepção de que é possível promover um melhor aproveitamento
econômico e financeiro das áreas. A escolha da cultura ocorre porque há um aumento
da demanda pelo produto na região, onde há uma forte atividade na área de
bovinocultura e ovinocultura. Assim, a multiplicação, beneficiamento e
comercialização das sementes são alternativas para aumentar a receita do
negócio.

OTIMIZAÇÃO DE TERRAS ATRAVÉS DA INTEGRAÇÃO: PECUÁRIA/OVINOCULTURA/FLORESTA
Igor Gabriel Modesto Dalgallo e Mariane Koepke
Guarapuava

Intensificar
as atividades para otimizar resultados. Em síntese, esse é o plano dos
proponentes, que pretendem agregar valor à produção e reduzir custos. Para
isso, pretendem investir na integração entre produção de eucaliptos e
bovinocultura de corte e também na integração entre ovinocultura e erva-mate.
Conciliar estas quatro atividades e sanar as dívidas da empresa são a chave
para o sucesso desta empreitada, que tem como grande vantagem o amor dos
envolvidos pelo trabalho na terra.

PROJETO INCREMENTAL “CACHAÇA ARTESANAL NOVA PRATA”
Ana Paula Rodrigues
Nova Prata do Iguaçu

Produzir uma
cachaça artesanal, 100% natural, empregando para isso as melhores técnicas para
garantir padrão de qualidade internacional. Para atingir esse objetivo, a
empreendedora pretende unir seus conhecimentos na área de gestão com a
experiência do pai no ramo de fabricação do destilado. Mais do que apostar em
um sonho, o sucesso do empreendimento garante a sustentabilidade financeira e a
permanência da família no campo. Mesmo na fase de projeto, a iniciativa já
conta com apoio da Emater e da prefeitura do município.

SÍTIO CAMILO & COELHO: IMPLANTAÇÃO SISTEMA DE ROTAÇÃO DE PASTAGENS E PIQUETEAMENTO
Eduardo Camilo Coelho
Maringá

Com uma
propriedade voltada especialmente à bovinocultura de corte, de 29 hectares, a
intenção do projeto é investir na estruturação de piquetes para melhor
aproveitamento das pastagens. Aliado a isso, o objetivo é melhorar a qualidade
das pastagens, por meio de adubações. Para que haja viabilidade, a ideia
inicial é avançar gradativamente com as benfeitorias. Primeiro, a proposta é
investir em áreas nas quais há maior degradação do capim. Em seguida, abranger
cada vez mais até chegar a toda a propriedade. A estimativa é de que seja
possível aumentar o rebanho, hoje de 71 cabeças, em 100% nos próximos dois
anos.

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Fonte: Sistema FAEP



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