Soluções brasileiras de mecanização sustentável vêm ganhando protagonismo na redução de queimadas no campo, com tecnologias que substituem o uso do fogo por processos de trituração da vegetação no preparo do solo. Entre essas iniciativas, os equipamentos da HIMEV têm se destacado pelo papel direto na eliminação de emissões associadas às queimadas, na proteção da qualidade do solo e no aumento da eficiência operacional em sistemas agrícolas e agroflorestais.
Essa atuação ganhou projeção internacional durante a COP 30, realizada em Belém/PA, onde a tecnologia da empresa foi apresentada na Unidade de Referência Tecnológica Tipitamba, conhecida como a “Casa da Agricultura sem Queima da Amazônia”. O espaço, coordenado pela Embrapa, demonstra o sistema Tipitamba, desenvolvido para substituir o corte e a queima da capoeira pela trituração mecanizada, favorecendo a manutenção da fertilidade do solo, a redução de gases de efeito estufa e o combate ao avanço do desmatamento.

Representantes da HIMEV, da Oppata e o presidente da Canta se reúnem com pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental durante visita técnica em Belém (PA), dentro da programação da COP30, destacando avanços em sistemas agroflorestais e manejo sustentável na região.
As queimadas, historicamente utilizadas na limpeza de áreas agrícolas, vêm sendo cada vez mais questionadas por seus impactos ambientais e sociais. A emissão de poluentes, a destruição de organismos do solo, a intensificação da erosão e o risco de incêndios descontrolados tornam o método incompatível com as atuais exigências ambientais. Nesse contexto, os trituradores florestais da HIMEV, como os modelos Ecotritus e Biotritus, atuam como alternativa técnica consolidada, transformando resíduos vegetais em cobertura orgânica, eliminando a fumaça e evitando emissões diretas.
Além de substituir o fogo, os equipamentos contribuem para práticas de agricultura regenerativa. A camada orgânica resultante da trituração melhora a retenção hídrica, estimula a atividade microbiana, reduz a dependência de fertilizantes e amplia o estoque de carbono no solo — fatores essenciais para aumentar a resiliência produtiva frente às mudanças climáticas.
No manejo florestal, tecnologias como o Rebaixador de Tocos, capaz de triturar raízes e resíduos em até 25 centímetros de profundidade, facilitam a renovação de áreas de reflorestamento e o replantio, promovendo maior agilidade e segurança operacional. Os equipamentos também são utilizados em lavouras de café, coqueirais, pomares, áreas de eucalipto após o corte e na recuperação de pastagens degradadas.
Em termos de eficiência, a mecanização oferece ganhos expressivos. Segundo a empresa, um único triturador pode substituir o trabalho manual de cerca de 15 pessoas, reduzindo riscos ocupacionais e acelerando o preparo das áreas. O sistema plug and play, que permite o acoplamento direto ao trator, simplifica o uso das máquinas e encurta drasticamente o tempo de execução das operações, diminuindo custos e otimizando o planejamento agrícola.
A presença da HIMEV em experiências como o sistema Tipitamba, especialmente na Amazônia, reforça o papel da trituração como ferramenta estratégica para a substituição definitiva das queimadas na agricultura familiar e em operações de maior escala. Ao alinhar mecanização limpa, ganho de produtividade e conformidade ambiental, a empresa exemplifica, no contexto debatido na COP 30, como soluções tecnológicas podem contribuir de forma efetiva para a mitigação de emissões e o fortalecimento de um modelo de produção agrícola sustentável.










