drone_portal

SOJA: À ESPERA DE NOVIDADES, MERCADO EM CHICAGO OPERA COM ESTABILIDADE NESTA 5ª FEIRA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja iniciaram o pregão desta quinta-feira (19) em campo misto, próximos da estabilidade. Por volta das 7h46 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa exibiam leves quedas entre 0,25 e 0,75 pontos. Apenas o vencimento janeiro/16 operava em campo positivo, com alta de 0,50 pontos e cotado a US$ 8,58 por bushel.
Com a finalização da safra dos EUA, os investidores têm acompanhado as informações sobre o andamento da safra na América do Sul, porém, faltam notícias que possam impulsionar os preços. No caso do Brasil, as chuvas continuam irregulares no Centro-Oeste, principalmente no Mato Grosso, maior estado produtor do grão no país. Em muitas localidades a semeadura segue atrasada e os agricultores ressaltam a necessidade de replantio em algumas áreas devido às chuvas esparsas e as temperaturas mais altas.
Contudo, a projeção ainda é de uma safra cheia, que deve superar as 100 milhões de toneladas nesta temporada, o que contribui para pressionar o mercado, conforme ressaltam os analistas. E, por enquanto, as informações vindas do lado da demanda não têm sido suficientes para alavancar as cotações da commodity.
Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta novo boletim de vendas para exportação. Na semana anterior, as vendas da safra 2015/16 somaram 1,297 milhão de toneladas. O volume acumulado no ano comercial subiu para 29.630,6 milhões de toneladas de soja até a última semana.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
Com influência do financeiro, soja fecha sessão desta 4ª feira com perdas moderadas na CBOT
As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sessão desta quarta-feira (18) com perdas moderadas. As principais posições da oleaginosa exibiram quedas entre 3,75 e 6,25 pontos. O vencimento janeiro/16 era cotado a US$ 8,57 por bushel, bem próximo do patamar de suporte de US$ 8,50 por bushel e, abaixo do registrado no início do dia de US$ 8,67 por bushel.
De acordo com informações das agências internacionais, o mercado acabou sendo pressionado pela alta do dólar no cenário internacional. "Estamos observando a economia americana que passar por um processo de recuperação, o que acaba fortalecendo o dólar. Mas, por outro lado, pressiona os preços das commodities", explica o analista de mercado da Céleres Consultoria, Anderson Galvão.
“Temos um cenário de curto prazo mais negativo do que positivo decorrente da finalização da safra recorde nos EUA. E existe a percepção global de estoques elevados norte-americanos. Também tivemos um pouco de pressão por conta das notícias de chuvas e a elevação do dólar no mercado internacional, o que acaba comprometendo a competitividade das commodities agrícolas”, ressalta o consultor de agronegócios da França Junior Consultoria, Flávio França Jr.
Do lado fundamental, os produtores norte-americanos já finalizaram a colheita do grão, conforme última projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). E, para essa temporada, a perspectiva é de uma safra recorde no país, acima dos 108 milhões de toneladas de soja. "E a produção cheia acaba reforçando um cenário baixista aos preços da commodity", completa o analista.
Paralelamente, o plantio da safra 2015/16 na América do Sul também segue sendo observado pelos participantes do mercado. Até o momento, pouco mais de 60% da área estimada para essa temporada já foi cultivada no país, conforme projeções das consultorias. E, pelo menos, por enquanto, o sentimento dos analistas é de que as chuvas têm beneficiado as lavouras brasileiras.
"No Brasil temos um padrão cada vez mais molhado devem continuar impulsionando as perspectivas safra de verão do nosso maior concorrente no mercado global de soja", disse economista Kevin McNew, em entrevista ao site internacional AgWeb.
No Mato Grosso, maior estado produtor do grão no país, as chuvas permanecem irregulares. Cenário que tem dificultado a semeadura da soja em algumas localidades e os produtores também já ressaltam a necessidade de replantio em algumas áreas devido ao clima irregular.
"Precisaríamos de algum problema mais grave no clima no Brasil para que as cotações registrassem valorizações mais expressivas. Sem esse cenário, acreditamos que os preços possam trabalhar até abaixo dos US$ 8,00 por bushel em um curto espaço de tempo", afirma o analista de mercado.
Galvão ainda sinaliza que nem mesmo a retração das vendas por parte dos produtores americanos podem sustentar os preços por muito tempo. "Podemos ter o impacto no curto prazo, porém, temos que pensar que quando os agricultores voltarem a negociar o produto a pressão sobre os preços pode ser maior", pondera.
Por outro lado, os investidores também acompanham as informações da Argentina. O país pode se tornar mais competitivo no quadro internacional nos próximos meses, isso porque, os candidatos à presidência do país são favoráveis à redução da taxa sobre as exportações do grão. O segundo turno da eleição presidencial acontece no próximo dia 22 de novembro.
Ainda essa semana, a consultoria Informa Economics projetou que a área a ser cultivada nos EUA na próxima temporada poderá ficar em 34,5 milhões de hectares, o que se confirmado seria um novo recorde. No mês anterior, as apostas estavam próximas de 33,95 milhões de hectares. Na última temporada, que acaba de ser colhida, os produtores americanos plantaram em torno de 33,67 milhões de hectares.
Mercado interno
A quarta-feira (18) foi de ligeira movimentação aos preços da soja no mercado interno brasileiro. Em Paranaguá, a saca disponível fechou o dia a R$ 81,00, com ligeira queda de 0,61%. Já para a saca para entrega em maio/16 não houve referência. Enquanto isso, no Porto de Rio Grande, o preço disponível apresentou leve alta de 0,62%, com a saca a R$ 81,50, já o preço futuro permaneceu em R$ 76,50 a saca.
No mercado interno, as principais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas exibiram perdas de mais de 1% nesta quarta-feira. Em Campo Novo do Parecis (MT), a saca da oleaginosa caiu 1,54% e fechou a R$ 64,00/saca. Na região de Londrina (PR), a queda foi de 1,47% e a saca cotada a R$ 67,00. Em Jataí (GO), o preço ficou em R$ 64,50, com perda de 0,77%. Já em São Gabriel do Oeste (MS), a desvalorização ficou em 1,39%, com a saca a R$ 71,00.
Além da queda no mercado internacional, a desvalorização do dólar também contribuiu para o cenário. A moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,7900 na venda, com recuo de 0,71%. Segundo informações da agência Reuters, a queda é decorrente da posição do Congresso Nacional em manter uma série de vetos presidenciais, o que trouxe certo alívio diante das incertezas políticas e econômicas no país.
Ainda assim, os analistas ressaltam que nesse momento os produtores estão focados no andamento do plantio da soja no Brasil. Os agricultores aproveitaram a recente valorização do dólar e avançaram com os negócios antecipados.
Fonte: Notícias Agrícolas

Fonte: Canal do Produtor



avatar

Envie suas sugestões de reportagens, fotos e vídeos de sua região. Aqui o produtor faz parte da notícia e sua experiência prática é compartilhada.


Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.