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PREÇOS DO ARROZ

Mesmo com o andamento da colheita, que segundo o levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) da última semana apontou que estava em 46,9% da área total no Rio Grande do Sul, as cotações do arroz estão se sustentando. Em municípios onde o processo está mais adiantado e já se evidencia quebra na safra, prejudicada pelas chuvas no fim de 2015, o mercado tem reagido.

Conforme o vice-presidente de Mercado da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Daire Coutinho, a expectativa que se tinha de baixa dos preços não se confirmou. Informa que em algumas praças inclusive já começam a aparecer negócios a prazo com valores de R$ 45,00 a saca.

- E muitos não querem vender a este valor. O produtor percebeu que se não vender melhor do que o mercado está, não fecha as contas. A colheita está espaçada e o arroz está entrando muito devagar no mercado – observa.

Outro fator importante para a manutenção das cotações estão sendo as exportações. No mês de março, foram embarcadas mais de 140 mil toneladas do grão enquanto as importações foram de 53 mil toneladas, criando um superávit de quase 100 mil toneladas, enquanto a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de 100 mil toneladas de déficit para todo o ano comercial, que iniciou em março.

- Esta é uma situação positiva para o mercado – avalia.

Coutinho lembra que o órgão federal prevê exportações de um milhão de toneladas de arroz para o período, mas que a meta deve ser ultrapassada. A Conab também estima uma colheita de 11,2 milhões de toneladas e um consumo de 11,7 milhões de toneladas, que também é considerado um fator positivo para o mercado. De acordo com o índice do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a saca de 50 quilos está com o valor de R$ 39,64.

No mês de março, a Federarroz emitiu comunicado aos produtores que não aceitassem ofertas abaixo de R$ 41,00 para produtividades acima de 7,5 mil quilos por hectare e R$ 44,00 para produtividades abaixo deste número. Caso contrário, ficariam sujeitos a não conseguirem saldar os custos da safra atual.

Fonte: Federarroz



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