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FERROVIA LIGARÁ O ATLÂNTICO AO PACÍFICO

O primeiro-ministro chinês afirmou que a cooperação do seu país com o Brasil “abrange um vasto leque de áreas” e defendeu ações para que o comércio bilateral entre as duas nações cresça ainda mais e chegue a US$ 100 bilhões. No ano passado, a corrente de comércio encostou em US$ 80 bilhões.

- A intensificação da cooperação entre a China e o Brasil vai promover o desenvolvimento dos países emergentes e ajudará também na recuperação da economia mundial – disse Keqiang. 

Sobre as possibilidades de negócios entre Brasil e China, ele deu destaque às áreas de infraestrutura, mineração e agropecuária. Keqiang lembrou que tanto a China quanto o Brasil estão investindo em infraestrutura e que os chineses acumularam boas experiências nesse campo.

- Temos equipamentos de boa qualidade e gostaríamos de cooperar com a parte brasileira para reduzir o custo de construção de infraestrutura no Brasil e para criar mais emprego – declarou o primeiro-ministro. 

O fundo de US$ 50 bilhões prometidos pelo Banco Comercial e Industrial da China (ICBC) só terá resultado efetivo a partir do primeiro semestre de 2016. Um grupo de trabalho formado por representantes da Caixa e do ICBC, que é o maior banco do mundo, vai passar formatar as regras de financiamento. Só depois é que serão definidos quais serão os empreendimentos prioritários. Segundo a diretoria da Caixa, os recursos não vão bancar apenas empreendimentos tocados pelos asiáticos no Brasil, ou seja, o dinheiro ficará à disposição de qualquer empreendedor que tenha um projeto enquadrado nos critérios do programa.

Principais Projetos 

– Financiamento de projetos de US$ 7 bilhões da Petrobras, e outros US$ 3,5 bilhões foram acertados no mês passado

– Abertura do mercado do país asiático para a carne bovina brasileira, fechado há três anos

– Memorando para a venda de 40 aviões da Embraer: foi acertada a negociação de 22 unidades por US$ 1,1 bilhão

– Memorando para a aquisição, pela Vale, de 24 navios de minério de ferro (com capacidade de 400 mil toneladas cada um)

– Estudo de viabilidade da ferrovia Transoceânica, do Brasil ao Peru

– Pesquisa e produção para o lançamento de um satélite de observação de recursos terrestres

– Acordo para a instalação de complexo siderúrgico no Maranhão

– Memorando para a criação do polo automotivo de Jacareí (SP)

– Cooperação em tecnologia nuclear

Firmados 35 acordos, entre os quais, um que trata de estudos de viabilidade para construção de uma ferrovia para ligar o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Peru, chamada de Ferrovia Transoceânica.

- A ferrovia vai cruzar o país de leste a oeste, portanto, o continente, porque ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico. É um novo caminho que se abrirá para a Ásia, reduzindo distâncias e custos. Um novo caminho que nos levará diretamente ao Pacífico, até os portos da China – explicou Dilma, em declaração de imprensa, após a assinatura de acordos com o chinês. 

Segundo Dilma, os atos assinados ontem representam investimentos de US$ 53 bilhões e abrangem áreas de planejamento estratégico, infraestrutura, transporte, agricultura, energia, mineração, ciência e tecnologia, comércio, entre outras.

Na lista, está o acordo para retomada das exportações de carne brasileira para a China, interrompidas desde julho de 2012. Durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, em julho do ano passado, o fim do embargo chinês à carne brasileira foi anunciado, mas faltava a assinatura de um protocolo sanitário.

- É o marco jurídico necessário para a retomada da exportação de carne bovina para a China, de forma sustentável, que será implementada com a habilitação feita pela China dos primeiros oito estabelecimentos brasileiros. Reiterei interesse em tornar efetivo o processo de habilitação de novos estabelecimentos produtores de carne bovina, suína e de aves – disse a presidenta. 

Fonte: CNA



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