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Curso-piloto de MIP mobiliza alunos do Colégio Agrícola de Toledo

Os ensinamentos sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP) vêm sensibilizando produtores rurais devido ao sucesso das técnicas aplicadas em lavouras. O curso instituído pelo SENAR-PR em 2016 ensina métodos de controle de pragas sem o uso de agroquímicos, com o objetivo de reduzir danos econômicos e tornar a produção mais sustentável e segura.

Os bons resultados entre os produtores fizeram com que a proposta começasse a ser disseminada em colégios agrícolas do Paraná. Em setembro, o Colégio Agrícola Estadual de Toledo (Oeste) recebeu, pela primeira vez, o curso Inspetor de Campo em MIP Soja. “A recepção dos alunos foi maravilhosa”, conta o diretor da Unidade Didática Produtiva (UDP) da instituição, Gerson Boff. “Eu sempre tive a ânsia de fazer essa parceria com o Sindicato Rural. Então quando assumi a direção e tive a oportunidade, fui atrás. Nós estamos muito felizes com essa parceria que só fortalece o nosso colégio”, complementa.

O curso foi adaptado à realidade dos estudantes, que não podem acompanhar todo o período de safra. O foco, então, é aprender a fazer a identificação, diferenciação, acompanhamento e controle das pragas. Os alunos aprendem a identificar os insetos e os inimigos naturais na lavoura, utilizando critérios técnicos para fazer uso racional de inseticidas. De acordo com a mobilizadora do Sindicato Rural de Toledo Gislaine Pereira, a aproximação com o colégio também era uma vontade da entidade, tanto que o resultado é positivo. “Nós já estávamos trabalhando o MIP em Toledo com os produtores, então surgiu a proposta de levar o curso ao colégio agrícola. Os professores não pensaram duas vezes em oferecer o curso para os alunos. Nós tivemos uma demanda muito boa”, revela.

Uma das participantes foi Taís Glienke dos Santos, aluna do 3º ano do Ensino Médio. A estudante sempre se interessou por agricultura e decidiu se inscrever pensando no diferencial que esses conhecimentos irão trazer para a sua carreira profissional. “Eu já tinha escutado agricultores comentarem sobre o MIP em reuniões da cooperativa que meu avô é associado. O que mais chamou a atenção no curso foi a possibilidade de aprender coisas novas e poder aplicar os conhecimentos na prática. A parte em que vamos coletar os insetos e fazer a identificação é muito interessante”, explica.

O curso colaborou para que Taís tivesse algumas certezas, como cursar agronomia e dar continuidade aos negócios da família. “Quero aplicar meus conhecimentos e introduzir mais tecnologias em nossa propriedade”, revela.

Por ser um curso piloto, apenas uma turma foi aberta, para 20 alunos. Devido ao grande número de interessados, a coordenação do Colégio Agrícola Estadual de Toledo estabeleceu alguns critérios de seleção, como notas e o desempenho em sala de aula.

Porém, o diretor revela que já estão sendo alinhadas as novas metas para que o curso continue no próximo ano. “São práticas que vêm dando resultados positivos na agricultura. Então queremos oferecer a oportunidade de que mais alunos possam participar. A tendência é melhorar as ações no campo”, conclui.

A última fase do curso Inspetor de Campo em MIP Soja no Colégio Agrícola de Toledo aconteceu na segunda semana de dezembro, quando as caixas entomológicas (onde os insetos coletados são dispostos para análise) e os resultados do monitoramento foram apresentados aos professores e para demais turmas da instituição.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

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Fonte: Sistema FAEP



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