Apresentada ao público internacional durante a COP 30, realizada na Amazônia, a Casa da Agricultura Sem Queima consolidou-se como uma das iniciativas mais consistentes voltadas à transição para um modelo agrícola de baixo carbono. Mais do que um espaço demonstrativo da conferência, o projeto nasce com caráter permanente e estruturante, com atuação contínua junto às comunidades rurais. A iniciativa integra a Unidade de Referência Tecnológica Tipitamba, coordenada pela Embrapa, e tem como objetivo substituir a prática tradicional da queima de resíduos agrícolas por métodos sustentáveis de preparo e manejo do solo.
Nesse contexto, a HIMEV desempenha papel estratégico no projeto, atuando como promotora (parceira fundadora), articuladora institucional e parceira técnica na implementação do modelo agrícola sustentável. A participação no desenvolvimento da Casa da Agricultura Sem Queima reforça um compromisso permanente da empresa com a Amazônia, apoiando iniciativas que conciliam inovação tecnológica, preservação ambiental e desenvolvimento produtivo.
HIMEV COMPROMISSO PERMANENTE COM A AMAZÔNIA: SUBSTITUINDO O FOGO POR TECNOLOGIA
Historicamente utilizada no preparo de áreas agrícolas, a queima provoca degradação do solo, perda de nutrientes, emissão de gases de efeito estufa e riscos de incêndios descontrolados. O sistema Tipitamba propõe uma mudança estrutural: substituir o fogo pela trituração mecanizada da vegetação, transformando resíduos em cobertura orgânica.
É nesse ponto que a atuação técnica da HIMEV se torna central. Por meio de seus trituradores florestais, a empresa viabiliza a conversão da capoeira em matéria orgânica, promovendo:
- Preservação da fertilidade do solo
- Redução de emissões
- Aumento da retenção hídrica
- Estímulo à atividade biológica do solo
- Eliminação da fumaça e dos impactos atmosféricos
A tecnologia permite preparar áreas com mais eficiência e segurança, reduzindo o esforço manual e elevando a produtividade sem ampliar o desmatamento.
Inauguração da Casa da Agricultura Sem Queima durante a COP 30, na Amazônia, marcando o início de uma iniciativa dedicada à agricultura sustentável e sem o uso do fogo | Imagem: divulgação Himev
TRÊS EIXOS QUE ESTRUTURAM O PROJETO
A Casa da Agricultura Sem Queima está fundamentada em três pilares complementares:
Formação e sensibilização
Oficinas, demonstrações práticas e encontros educativos conscientizam agricultores sobre os impactos da queima e apresentam alternativas sustentáveis.
Implementação de técnicas regenerativas
São aplicadas práticas como compostagem, cobertura residual (mulching), rotação de culturas, sistemas agroflorestais e uso de biofertilizantes, fortalecendo a produtividade com base ecológica.
Acompanhamento técnico contínuo
O espaço funciona como centro demonstrativo permanente, oferecendo suporte técnico, troca de experiências e monitoramento de resultados, assegurando a viabilidade econômica da transição.
Esquerda para direita: José Vara – Diretor de negócios internacionais da Himev. No centro, Osvaldo Ryohei Kato – Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, e à direita Flávio Santos técnico de pesquisa & desenvolvimento da Himev. | Imagem: divulgação Himev
RESULTADOS QUE VÃO ALÉM DA COP 30
Embora tenha ganhado projeção internacional durante a COP 30, o projeto foi concebido como política prática de desenvolvimento rural sustentável. Entre os impactos esperados estão:
- Melhoria da qualidade do solo
- Aumento da produtividade
- Redução efetiva das queimadas
- Geração de renda sustentável
- Fortalecimento da segurança alimentar
- Maior resiliência climática
A atuação da HIMEV como articuladora institucional amplia o alcance da iniciativa, conectando tecnologia, pesquisa e produtores rurais em uma estratégia integrada de transformação.
UM LEGADO PERMANENTE PARA A AMAZÔNIA
A Casa da Agricultura Sem Queima representa um modelo replicável para diferentes regiões do país, demonstrando que produtividade e preservação ambiental podem caminhar juntas.
Ao assumir o papel de promotora e parceira fundadora do projeto, a HIMEV reafirma seu compromisso com a modernização sustentável do campo brasileiro, posicionando a engenharia nacional como protagonista na construção de uma agricultura regenerativa, tecnificada e alinhada às metas climáticas globais.
Mais do que uma vitrine da COP 30, a Casa da Agricultura Sem Queima consolida-se como um legado concreto para a Amazônia — e como referência para o futuro da produção rural no Brasil.
Imagens: divulgação Himev











