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AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

Clima favorável e investimentos em tecnologias devem garantir aumento de 19,8% na safra 2016/2017. Segundo o 11º levantamento da Conab, o grande destaque no Estado é o milho, com alta de produção estimada em 13,5%. Com crescimento de 19,8%, a safra de grãos 2016/2017, em Minas Gerais, vai se consolidando com o volume recorde de 14,1 milhões de toneladas, frente aos 11,8 milhões de toneladas colhidos no período produtivo anterior. Este ano, os produtores ampliaram o plantio do milho, estímulo que veio dos preços recordes praticados em 2016. Com o clima favorável e os investimentos constantes em tecnologias houve avanço da produtividade estadual, que ficou 16,9% superior.

De acordo com os dados do 11º Levantamento da Safra de Grãos 2016/17, elaborado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada no Estado foi estimada em 3,38 milhões de hectares,  2,4% superior ao ano safra passado.
Em relação à produtividade, o avanço foi de 16,9%, com rendimento médio estimado de 4,17 toneladas por hectare. O avanço significativo se deve ao clima mais favorável para a produção, que no ano passado foi afetada pela estiagem severa registrada, principalmente, ao longo da segunda safra.

Milho

Dentre os principais produtos, o milho se destacou no Estado. A produção total do cereal foi estimada em 5,79 milhões de toneladas, incremento de 13,5%. A produtividade da cultura ficou em 6,37 toneladas por hectare, aumento de 4,5%. Com os preços elevados em 2016, os produtores foram estimulados a plantar mais. Com isso, a área ocupada pelo milho alcançou 909,4 mil hectares, expansão de 8,6%. O cereal responde por 54% da safra de grãos do Estado.

Na primeira safra de milho, Minas Gerais registrou crescimento de 13,5% com a colheita de 5,79 milhões de toneladas. Já na segunda safra, a colheita cresceu expressivos 119,6% e somou 1,78 milhão de toneladas. O aumento significativo se deve à recuperação da produtividade, que cresceu 121,9% e rendeu 4,8 toneladas por hectare, depois de ser drasticamente afetada pela estiagem em 2015/16.

- O plantio do milho foi estimulado pelos preços elevados praticados em 2016, quando, além de uma produção menor, grandes volumes foram exportados. Este ano, as exportações do cereal estão menores e, por isso, o produto vai abastecer o mercado interno, principalmente na fabricação de ração animal – explicou Albanez.  

Soja - Resultado positivo também foi verificado na soja. Após uma colheita recorde em 2015/16, com o volume de 4,73 milhões de toneladas da oleaginosa, o Estado avançou ainda mais no atual período. Ao todo, a produção somou 5 milhões de toneladas, alta de 6,7%. No período, a área de plantio recuou 0,9% com o uso de 1,45 milhão de hectares. O uso de tecnologias de ponta e o clima favorável fizeram com que a produtividade aumentasse 7,6%, registrando um rendimento médio de 3,46 toneladas por hectare.

Feijão

A produção total de feijão no Estado cresceu 4,7% e deve encerrar o ano safra em 544,5 mil toneladas. A área dedicada à leguminosa está 4,2% superior, com o plantio em 348,4 mil hectares. O rendimento médio por hectare ficou praticamente estável, com pequena variação positiva de 0,5%, e a colheita de 1,5 tonelada.

A primeira safra de feijão em Minas Gerais cresceu 2% e somou 195 mil toneladas. Na segunda, a colheita foi de 167 mil toneladas, alta de 11,3%. Neste período a produção foi estimulada pela recuperação da produtividade, que ficou em 1,43 tonelada por hectare, avanço de 13% frente a igual período do ano anterior.  Na terceira safra, a expectativa é colher 182 mil toneladas do grão, variação positiva de 2,1%.

Trigo

A produção de trigo foi estimada em 230 mil toneladas, alta de 5,2% quando comparada com as 219 mil toneladas colhidas em 2015/16. A produtividade da lavoura cresceu 4,7% com rendimento médio por hectare estimado em 2,7 mil toneladas. A área plantada é de 84,7 mil hectares, elevação de apenas 0,5%.

De acordo com os pesquisadores da Conab, as lavouras de trigo em Minas Gerais estão em estágios de granação e, principalmente, maturação no Sul do Estado. No Triângulo, aproximadamente 70% se encontra colhido e o restante em ponto de colheita. Os grãos colhidos nas áreas tecnificadas são de boa qualidade, visto que o controle foi realizado de maneira adequada.

Fonte: Diário do Comércio



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