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Reunião debate situação dos produtores de grãos no Paraná

Após uma safra recorde no Paraná, os preços ruins do milho e da soja, em torno de R$ 18 e R$ 50 a saca no Estado, respectivamente, têm feito os produtores rurais guardarem as suas produções para tentarem cotações melhores no futuro. A atualização da situação em cada região aconteceu durante reunião da Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas nesta segunda-feira (26), na sede do Sistema FAEP/SENAR-PR, em Curitiba.

Fábio Schmidt, produtor de Ipiranga, nos Campos Gerais, conta que com o cenário de preços atual não permitiu aos produtores de comemorarem as altas produtividades, próximas de 80 sacas por hectare na soja. “Com os preços onde estão, temos pouca comercialização até o momento. No caso do trigo, por exemplo, nossa região ainda tem 200 mil toneladas da última safra para comercializar em um raio de 30 quilômetros”, relatou.

Para o Oeste, o presidente do Sindicato Rural de Toledo, Nelson Paludo, trouxe um panorama parecido sobre grãos, com a diferença que a safrinha de milho deve ter redução de produtividade. “A safrinha, esse ano, foi plantada mais tarde porque o ciclo da soja se alongou, e vai começar a colheita daqui uns 15 dias. Vimos algumas variedades de milho que as doenças detonaram e acreditamos que a quebra vai ser de uns 25% a 30% do que era previsto na colheita na região”, disse.

Na região de Guarapuava, Rodolfo Botelho, presidente do sindicato rural do município, detalhou os atrasos nos pagamentos das vendas da soja aos produtores decorrentes do ritmo lento de comercialização. “Prazos que para nós são normalmente em 30 de abril foram postergados para o fim de maio e alguns para o fim de junho”, contou. Em relação ao milho, no município, pelo fato de não haver segunda safra, a colheita ocorreu antes e muitos produtores aproveitaram para fazer contratos antecipados, com melhores preços.

Chuvas castigam feijão

As chuvas torrenciais que atingiram o Sul do Brasil nas últimas semanas causaram prejuízos nas lavouras de feijão do Sudoeste. Elvir Brota, de Pato Branco, conta que, apesar de não ser continua, durante 25 dias ocorreram chuvas fortes. “Quem plantou antes da chuva, colheu e vendeu bem. O restante acredito que colheu 30 a 50% do total”, explicou. A mesma situação foi relatada em relação às condições das lavouras de feijão no Oeste e no Centro-Sul.

Presidente do Sistema Faep na OIT

Durante a reunião, o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, fez um relato da sua participação na 106ª. Assembleia Geral da Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. Ele comentou que essa foi uma oportunidade de levar ao mundo a voz dos agricultores brasileiros. “Foi importante a nossa ida à OIT em um momento de discussão da legislação trabalhista na qual estamos tendo um ganho expressivo não só pelo setor rural, mas pela economia como um todo e o momento pelo qual o país está passando”, pontuou.

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Fonte: Sistema FAEP



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