"No primeiro trimestre deste ano as vendas cresceram 41% em relação ao mesmo período do ano passado."

RETOMADA DOS NEGÓCIOS

Crescimento de 41% nas vendas de máquinas agrícolas no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2016 e contratação de quase 400 funcionários nos primeiros três meses de 2017. Essas informações do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers) comprovam que o segmento mudou de rumo e a fase de demissões nas empresas já foi superada.

Atentos aos números recordes das safras de grãos, as indústrias do agronegócio projetam um 2017 de recuperação e investem em tecnologias para convencer o produtor rural em investir na renovação da frota. O presidente do Simers, Claudio Bier, avalia o atual momento do setor e acredita na movimentação dos negócios – reflexo das safras abundantes no Brasil.

Confira a entrevista concedida ao portal Agronovas:

AGRONOVAS - O que os resultados recordes das colheitas de milho e soja podem representar para o segmento de máquinas agrícolas. Dá para projetar algum índice de aumento de vendas com base no resultado do campo – na soja, por exemplo, o RS colhe a produção recorde de mais de 17 milhões de toneladas e o Brasil pela primeira vez supera a marca de 100 milhões de toneladas – com projeções que variam de 110 a 118 milhões de toneladas.

BIER – Foi uma supersafra e isto está desenvolvendo toda a economia do País, mas principalmente, o setor de máquinas agrícolas que é diretamente ligada ao campo. No primeiro trimestre deste ano as vendas cresceram 41% em relação ao mesmo período do ano passado. O nosso agricultor está capitalizado, ele não precisa torrar o seu produto num momento de baixa nas cotações, e isso certamente o produtor vai aproveitar a hora boa de vender. Vai ser um ano de crescimento, porque essa produtividade toda ela vem de melhoras no sistema de produção: no manejo, na maneira de irrigar, de pulveriza… E o tempero que está se dando para essa produtividade, é a qualidade que as indústrias estão implementando nas nossas máquinas agrícolas.

AGRONOVAS - O segmento investiu pesado em aumento do quadro funcional, novos equipamentos e máquinas e incremento do parque industrial para produzir mais e melhor com base no bom momento de anos anteriores. Depois veio a recessão e funcionários foram demitidos, férias coletivas tiveram que ser aplicadas para reduzir a produção, devido a queda nos negócios. Agora em que fase o setor se encontro – já temos sinais de recuperação?

BIER - O mais importante é que paramos de demitir no final do ano passado e, este ano, mesmo que timidamente estamos contratando: no primeiro trimestre entre 370 e 400 pessoas foram contratadas, são empregados diretos. Como a safra foi boa, todos se animam, o agricultor vai esperar a hora certa pra vender, mas o pessoal se deu conta que a indústria de máquinas agrícolas evolui e o produtor sabe que é preciso estar acompanhando essas tecnologias.

AGRONOVAS - O que a indústria de máquinas agrícolas deve fazer para convencer o produtor rural em investir na renovação ou incremento da frota agrícola?

BIER - É o que setor está fazendo, cada vez investir mais em tecnologia, é fundamental trazer mais tecnologia ao seu produto para o produtor se dar conta que assim vai produzir mais e melhor.

AGRONOVAS - A tecnologia é o principal argumento de vendas? Na prática como a indústria está atuando com essa tecnologia?

BIER - O setor está investindo, hoje a indústria de máquinas agrícolas talvez seja a que mais investe em tecnologia, porque se deu conta que é um País agrícola que pode aumentar mais a sua produção e essa tecnologia presente nas máquinas e equipamentos é o que está impulsionando as vendas.



avatar

Envie suas sugestões de reportagens, fotos e vídeos de sua região. Aqui o produtor faz parte da notícia e sua experiência prática é compartilhada.


Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.