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CULTIVO DO MILHO

O pedido feito pela Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), semana passada, teve resultados práticos para os produtores paranaenses e traz um alívio para toda a cadeia de produção de aves e suínos. O Diário Oficial da União de ontem trouxe a retificação das portarias que estabelecem o Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) do feijão safrinha e do milho 2ª safra para a safra 2017/18 no Paraná. A Federação pediu que o calendário fosse estendido em 20 dias para 170 municípios produtores do cereal e outras 176 cidades que cultivam a leguminosa.

A solicitação da Faep surgiu a partir da demanda dos agricultores, que não poderão semear o milho e o feijão no período recomendado em função do prolongamento do ciclo da soja. O atraso na oleaginosa ocorreu em função das condições climáticas adversas em praticamente todas as regiões paranaenses. A seca no mês de setembro e a chuva em outubro prejudicaram o plantio da soja em praticamente todas as regiões. Nos meses seguintes, as chuvas acima do normal e a baixa luminosidade em função dos dias nublados retardaram o desenvolvimento das plantas.

As portarias

A Portaria 116/2017 referente ao feijão 2ª safra prorroga até 20 de fevereiro o período de semeadura das cultivares do grupo I, II e III e solos 2 e 3. Ao todo foram 176 municípios paranaenses beneficiados.

Já a Portaria 214/2017 referente ao milho segunda safra prorroga até 20 de fevereiro o período de semeadura das cultivares do grupo I e II, solos 1, 2 e 3, sendo que os decêndios adicionais estão na classe de risco de 40%, o maior nível.

Migração de área deve ser menor no oeste

A Portaria 116/2017 atende totalmente o pedido da Faep para o feijão 2ª safra. Para o milho safrinha, no entanto, o Mapa atendeu parcialmente, estendendo a janela de plantio apenas para os municípios com vencimento do prazo até 10 de fevereiro. Para aqueles com possibilidade de semeadura após a data não houve alteração, permanecendo os prazos anteriores.

Caso confirme a impossibilidade de semeadura do milho safrinha para esses municípios com janela posterior a 10 de fevereiro, a Faep irá reforçar o pedido ao Mapa antes do vencimento do prazo.

Somente na região seriam comprometidos, sem a prorrogação do prazo de plantio, cerca de 200 mil hectares. Com a medida, os produtores devem rever seu planejamento e a área de milho provavelmente será reestimada.

Segundo o secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, a medida garantirá mais segurança a muitos produtores que haviam desistido do cultivo do milho na safra de inverno:

“Assim os produtores se sentirão mais seguros para plantar e acreditamos que parte expressiva de quem está com o ciclo da soja atrasado consiga fazer a semeadura do milho. É evidente que não terá como todo o mundo cultivar porque existem muitas áreas bastante atrasadas, nesses casos devem migrar para aveia e um pouco para o trigo”, completou o secretário.

Neste momento, quando as lavouras deveriam estar praticamente sem soja, a colheita da oleaginosa atinge no Estado apenas 2% da área, segundo Ortigara.

Mesmo assim, o secretário estima que no Paraná serão colhidas 19 milhões de toneladas do cereal.

“Já sabíamos que não teríamos uma safra como a do ano passado, que foi recorde”, seguiu.

Ortigara estima que a intensificação da colheita da soja ocorrerá na próxima semana em todo o Estado. A regra que vale para a região vai contribuir para o plantio direto da safrinha.

Fonte: O Paraná



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