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AMAPÁ: Agroextrativistas garantem alimentos saudáveis para população carente

A produção de agroextrativistas de Vitória do Jari, no interior do Amapá, vem garantindo alimentação saudável a instituições carentes do município. Abóbora, açaí, bacaba, banana, coco verde, cupuaçu, limão e milho são comprados pelo governo federal por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), operacionalizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Ministério do desenvolvimento Social e Agrário (MDSA).

O projeto incentiva a atividade de 24 famílias de pequenos produtores organizados na Associação dos Moradores e Produtores Agroextrativistas da Comunidade de Vila Betel (Amacobel). Com valor global de R$ 147 mil, o contrato prevê o fornecimento de hortifrutigranjeiros por 12 meses.

Os alimentos são entregues diretamente pelos agricultores ao Fundo Municipal de Assistência Social Vitória do Jari, que fica responsável pela distribuição para instituições carentes do município. A ação garante a segurança e nutricional e respeita as tradições alimentares locais.

A primeira aquisição foi feita no final de março deste ano, com investimento superando R$ 21 mil e entrega de 9 toneladas de alimentos. Na segunda etapa, em maio, foram fornecidas 14,5 toneladas de produtos como bacaba, banana, açaí, abóbora, cupuaçu e limão, no valor de R$ 41 mil.

Agroextrativismo – A Amacobel reúne 24 famílias do assentamento Aruãs, na ilha de mesmo nome, distrito de Vitória do Jari, interior do Amapá. Na ilha, moram cerca de 100 famílias que se dedicam à pesca e ao agroextrativismo, produzindo principalmente abóbora, açaí, bacaba, banana, cacau, cupuaçu e limão. Destes produtos, o único que não é comercializado por meio de compras institucionais é o cacau.

A associação aproveita as árvores nativas da região e busca melhorar a produtividade por meio do manejo florestal, transplantação de mudas e poda. “Estamos esperando agora a luz elétrica chegar ao nosso município para adquirir uma despolpadeira de açaí para agregar valor ao nosso produto”, conta Urielson Queiroz, presidente da Amacobel. O excedente da produção é comercializado com atravessadores da região.

Queiroz conta que a associação foi criada em 2015, justamente para participar das políticas públicas de compras institucionais do governo federal. Além do PAA, a associação também é beneficiada pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Com isso vários produtores estão conseguindo ampliar seus sítios e fazer melhorias estruturais”, comemora.

Sobre o PAA – O PAA é um projeto do governo federal implantado em 2003, que visa colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar. Parte dos alimentos é adquirida pelo governo diretamente dos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e demais povos e comunidades tradicionais, para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social.

No Amapá, o programa é executado na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), na qual os alimentos são adquiridos dos agricultores familiares por meio de associações ou cooperativas, e entregues diretamente a pessoas carentes atendidas pela rede socioassistencial, redes pública e filantrópica de ensino e saúde e pelos equipamentos de alimentação e nutrição e de segurança pública.

Os produtores de orgânicos passaram a fazer parte dos públicos prioritários do PAA em 2016. Para o projeto ser enquadrado como prioritário, a cooperativa ou associação deve comprovar que todos os participantes da proposta se encaixam na categoria de produção de agroecológicos e orgânicos.

 

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Fonte: CONAB



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